domingo, 12 de fevereiro de 2012

Saiba usar corretamente QUE e QUÊ

Como acento (quê) funciona da seguinte forma:
Como substantivo, nomeando um ser. Exemplos: Ele tem um quê de especial. / Suas palavras tinham um quê de sinceridade;
Como interjeição. Exemplos: Quê! Isso não vai ficar assim! / Quê! Você no horário combinado!;
Quando finaliza uma frase. Exemplos: Você necessita de quê? / Isto serve para quê?

O que
(sem acento) tem as seguintes funções:
Pronome relativo, podendo ser substituído por o qual. Exemplo: Em que versículo você encontrou isso? Exemplo da Bíblia: “Bem-aventurado o varão que não anda segundo o conselho dos ímpios” (Sl. 1:1a);
Pronome interrogativo. Exemplo: Que lhe aconteceu, irmão? Exemplo da Bíblia: Que vantagem tem o trabalhador naquilo em que trabalha?” (Ec. 3:9);
Pronome exclamativo. Exemplos: Que fé! / Que ousadia! Que mulher linda!;
Preposição, podendo ser substituído por a, de. Exemplos: Há muito que realizar (Há muito a realizar). / Tenho que ler o livro ainda hoje (Tenho de ler o livro ainda hoje). Exemplo da Bíblia: “Muito tenho que dizer e julgar de vós” (Jo. 8:26a);
Advérbio de intensidade, equivalendo a quão. Exemplo: Que lindos são os teus olhos! Exemplo da Bíblia: Que belos são os teus amores, irmã minha!” (Ct. 4:10);
Conjunção. Exemplos: Falou que falou, mas ninguém se comoveu. / Dize-me com quem andas que te direi que és. Exemplo da Bíblia: “Faze bem ao teu servo para que viva e observe a tua palavra” (Sl. 119:17);
Partícula de realce. Exemplos: Que sincero que ele era! / Que Deus te abençoe!

QUE e QUEM + VERBO

O pronome relativo que leva o verbo a concordar em número e pessoa com o seu antecedente. Exemplos: Fui eu que falei. / Fui eu que ordenei. / Fui eu que preguei. Já o pronome quem faz com que o verbo fique sempre na terceira pessoa. Exemplos: Fui eu quem falou. / Fui eu quem ordenou. / Fui eu quem pregou. / Sou eu quem pago as dívidas. / Somos nós quem paga as despesas.

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É isso!

Entendendo os VERBOS com a Bíblia

Grosso modo, verbo é a palavra variável que expressa ação, estado ou fenômeno natural. Exemplos:

AÇÃO:
“Porque Deus amou o mundo de tal maneira que deu o seu Filho unigênito, para que todo aquele que nele crê não pereça, mas tenha a vida eterna” (Jo. 3:16);

ESTADO
: “Tempo de estar calado, e tempo de falar” (Ec. 3:7b);

FENÔMENO NATURAL
: “E chovera sobre eles o maná” (Sl. 78:24a).

O verbo é a classe de palavra mais rica em variações de forma. Estas variações fazem com que o verbo flexione para expressar cinco idéias:
modo, tempo, número, pessoa e voz.

MODOS
E TEMPOS

MODO INDICATIVO
- expressa fatos reais. Subdivide-se em seis tempos:
Presente - exprime a idéia do momento em que se fala, o instante atual: “Ó Deus de meus pais, eu te louvo ecelebro porque me deste sabedoria e força” (Dn. 2:23a);
Pretérito perfeito - o tempo anterior ao atual, ao momento em que falamos: “No princípio¸ criou Deus os céus e a terra” (Gn. 1:1);
Pretérito imperfeito - refere-se a um fato já concretizado em tempo passado: “No princípio, era o Verbo, e o Verboestava com Deus, e o Verbo era Deus” (Jo. 1:1);
Pretérito mais-que-perfeito - enuncia um fato anterior ao outro fato o qual também é passado: “E abençoou Deus o dia sétimo, e o santificou; porque nele descansou de toda a sua obra que Deus criara e fizera(Gn. 2:3). / “Se nãofora o Senhor, que esteve ao nosso lado, ora diga Israel” (Sl. 124:1);
Futuro do presente - expressa uma ação que está por vir, que ainda não se realizou: “Esta é a aliança que fareicom eles depois daqueles dias, diz o Senhor: Porei as minhas leis em seus corações, e as escreverei em seus entendimentos” (Hb. 10:16);
Futuro do pretérito - apresenta um fato posterior em referência a outro fato já ocorrido; quase sempre inclui uma condição: “Então, que faria eu quando Deus se levantasse? E, inquirindo a causa, que lhe responderia? (Jó 31:14).

MODO SUBJUNTIVO
- expressa um fato possível, duvidoso, provável, hipotético. Subdivide-se em três tempos:
Presente - denota uma ação que acontece no instante atual, e que depende de outra ação; exprime suposição, dúvida, hipótese: “Oh! quão bom e quão suave é que os irmãos vivam em união” (Sl. 133:1);
Pretérito imperfeito - em referência a uma ação passada, porém posterior e subordinada a outra ação igualmente passada; expressa ainda condição: “Então disse Moisés à congregação: Isto é o que o Senhor ordenou que sefizesse(Lv. 8:5). / “Ainda que eu falasse as línguas dos homens e dos anjos e não tivesse amor, seria como o metal que soa ou como o sino que tine” (1 Co. 13:1);
Futuro - indica uma ação futura, e que depende de outra ação futura: “A saber: Se, com a tua boca, confessares ao Senhor Jesus e, em teu coração, creres que Deus o ressuscitou dentre os mortos, serás salvo (Rm. 10:9).

MODO IMPERATIVO -
exprime ordem, convite, pedido, súplica, conselho, exortação etc. Divide-se em:
Imperativo afirmativo: “E disse-lhes: Ide por todo o mundo, pregai o evangelho a toda criatura” (Mc. 16:15). /Louvai ao Senhor e invocai o seu nome; fazei conhecidas as suas obras entre os povos” (Sl. 105:1). / Sujeitai-vos, pois, a Deus, resisti ao diabo, e ele fugirá de vós; chegai-vos a Deus, e ele se chegará a vós; alimpai as mãos, pecadores; e, vós de duplo ânimo, purificai os corações; senti as vossas misérias, e lamentai e chorai; converta-se o vosso riso em pranto, e o vosso gozo em tristeza; humilhai-vos perante o Senhor, e ele vos exaltará”(Tg. 4:7-10);
Imperativo negativo: Não ajunteis tesouros na terra”. / Não julgueis, para que não sejais julgados” (Mt. 6:19a, 7:1). / Não deis lugar ao diabo” (Ef. 4:27).

INFINITIVO IMPESSOAL
grosso modo, é o nome do verbo: adorar, amar, expulsar, glorificar, obedecer, perdoar etc.: “Eis aqui o que eu vi, uma boa e bela coisa: comer e beber, e gozar cada um do bem de todo o seu trabalho”(Ec. 5:18a).

INFINITIVO PESSOAL
aparece ligado às pessoas do discurso (eu, tu, ele, nós, vós, eles): “Jesus, porém, disse: Deixai os meninos, e não os estorveis de vir a mim” (Mt. 19:14a). / “Alegrai-vos antes por estarem os vossos nomes escritos nos céus” (Lc. 10:20b). / “Olha, ponho-te neste dia sobre as nações, e sobre os reinos, para arrancares, e para derrubares, e para destruíres, e para arruinares; e também para edificares e para plantares(Jr. 1:10).

GERÚNDIO
– forma invariável do verbo terminada em ndo; funciona como advérbio ou como adjetivo: “Aquele que leva a preciosa semente, andando e chorando, voltará, sem dúvida, com alegria, trazendo consigo os seus molhos(Sl. 126:6). / “E, saltando ele, pôs-se em pé, e andou, e entrou com eles no templo, andando, e saltando, elouvando a Deus” (At. 3:8).

PARTICÍPIO
– é a forma nominal do verbo que expressa passividade; emprega-se na formação dos tempos compostos: “Se o Senhor não tivera ido em meu auxílio, a minha alma quase que teria ficado no silêncio (Sl. 94:17)./ “Mas nem todos têm obedecido ao evangelho” (Rm. 10:16a).


NÚMERO E PESSOA

Os números do verbo são dois: singular e plural:
Singular: amo, amas, ama
Plural: amamos, amais, amam

As pessoas do verbo são três:
eu, tu, ele, ela (singular) e nós, vós, eles, elas (plural). Exemplos:
Singular:
1a pessoa: eu amo
2a pessoa: tu amas
3a pessoa: ele ama

Plural
:
1a pessoa: nos amamos
2a pessoa: vos amais
3a pessoa: eles amam

VOZES VERBAIS
São três as vozes do verbo:
Voz ativa – o sujeito é o agente, pois é ele quem pratica a ação. Exemplo: Ele dirigiu o culto (ele, o sujeito, praticou a ação indicada pelo verbo);
Voz passiva – o sujeito é o paciente, pois é ele quem sofre a ação. Exemplo: O culto foi dirigido por ele (o culto, o sujeito, recebeu a ação indicada pelo verbo);
Voz reflexiva – o sujeito é agente e paciente, pois pratica e recebe ao mesmo tempo. Exemplo: Saul feriu-se com sua própria espada (Saul, o sujeito pratica e recebe a ação indicada pelo verbo).

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É isso!

domingo, 9 de outubro de 2011

Para entender o NOVO ACORDO ORTOGRÁFICO

Seguem algumas dicas sobre o Novo Acordo Ortográfico da Língua Portuguesa:

O ALFABETO

Antes:
O alfabeto português constava de 23 letras, a saber: a, b, c , d, e , f, g , h, i , j , l , m , n , o , p, q, r , s, t, u , v , x, z.
As letras K, W e Y eram usadas apenas em casos especiais, pois não faziam parte oficialmente do abecedário vernáculo. Eram utilizadas, por exemplo, em abreviaturas e símbolos, tais como: K = potássio, kg = quilograma, Kcal = grande-caloria, km = quilômetro, W.C. = water closet, yd (yard) = jarda etc.; em palavras estrangeiras que não haviam sido aportuguesadas: balck-out, know-how, kaiser etc.; em nomes próprios estrangeiros e seus derivados: Kafka, kafkiano, Darwin, darwinismo, Byron, byroniano, Shakespeare, shakespeareano, Wesley, wesleyanismo etc.

Agora:O alfabeto português conta de 26 letras, a saber:
a, b, c , d, e , f, g , h, i , j , k, l , m , n , o , p, q, r , s t, u , v , w, x, y, z.
As letras K, W e Y foram reintroduzidas, sendo agora, pelo Novo Acordo Ortográfico, parte oficial do nosso alfabeto.

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TREMA

Antes:
Se o u dos grupos gu e qu fosse pronunciado e, se depois dele aparecesse as letras e e i, então o trema (¨) seria obrigatório. Por exemplo: agüentar, argüir, conseqüência, eloqüência, lingüiça, lingüístico, pingüim, sangüinário, seqüestro, ungüento etc.
Agora:
Os grupos gue, gui; que, qui não mais necessitam de trema. Portanto, grafa-se: : aguentar, arguir, consequência, eloquência, linguiça, linguístico, pinguim, sanguinário, sequestro, unguento etc. (Todos sem o sinalzinho ¨ ).

Atenção!
Em palavras estrangeiras, cuja grafia original comporta o trema, ele ainda continua sendo usado. Por exemplo: Jürgen, Müller, mülleriano etc.

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ACENTUAÇÃO

Antes:
Os ditongos ÉI, ÉU e ÓI exigiam obrigatoriamente o acento agudo. Por exemplo: alcatéia, andróide, bóia, boléia, colméia, estréia, européia, geléia, idéia, jibóia, jóia, odisséia, platéia etc.

Agora:
O acento agudo nos ditongos não se faz mais necessário. Portanto, grafa-se corretamente: alcateia, androide, boia, boleia, colmeia, estreia, europeia, geleia, ideia, jiboia, joia, odisseia, plateia etc. (Todas sem o acento agudo).

Atenção!
Permanecem acentuadas as palavras oxítonas terminadas em ÉIS, ÉU, ÉUS, ÓI, ÓIS. Por exemplo: papéis, troféus, chapéu, herói etc.

Antes
:As vogais tônicas i e u das paroxítonas eram obrigatoriamente acentuadas, tais como: baiúca, Bocaiúva, feiúra etc.

Agora:
Não mais é necessário o acento agudo dessas vogais. Portanto, grafa-se: baiuca, Bocaiuva, feiura etc.
Atenção!
O acento agudo é mantido nas oxítonas quando i e u são precedidos de vogal ou ditongo, mesmo se seguidos de s. Por exemplo: Baús, Itaú, Piauí etc.

Antes:
Eram acentuadas os plurais das formas verbais crê, dê, lê, vê (e derivados). Por exemplo: crêem, dêem, lêem, descrêem, desdêem, relêem, vêem etc.

Agora:
As forma verbais dos verbos crer, dar, ler, ver (e seus derivados) não mais necessitam de acentos. Portanto, grafa-se de maneira correta: creem, deem, leem, descreem, desdeem, releem, veem etc.

Antes:
Os hiatos ôo, constituídos, na sua maior parte, de formas dos verbos terminados em ear (abençoar, magoar, voar etc.) recebiam acento. Por exemplo: abençôo, magôo, vôo etc.

Agora:
Os hiatos em oo não mais necessitam de acento. Portanto, grafa-se corretamente: abençoo, magoo, voo etc.

Antes:
Recebiam acento as formas verbais oxítonas, tais como gúe, gúem, qúe etc. Por exemplo: apazigúe (de apaziguar), argúi (de argüir), obliqúe (de obliquar) etc.

Agora:
Cai no acento nessas formas verbais, estando corretas as seguintes grafias: apazigue, argui, obliqúe etc.

Antes:
Algumas palavras recebiam acento excepcional, para que fossem diferenciadas, na escrita, de suas homônimas, tais como: por (verbo) e pôr (preposição), pára (forma do verbo parar) e para (preposição), côas, côa (formas do presente do indicativo do verbo coar) e côas, côa (preposição com + artigo a e as).

Agora:
Cai o acento diferencial de tais palavras: por, para, coas, coa etc. (todas sem o acento, seja qual for o caso).

Atenção!
Permanece acentuada a 3ª pessoa do singular do pretérito perfeito do indicativo do verbo poder, para diferenciá-lo da 3ª pessoa do singular do presente do indicativo. Exemplo: Antes ele não pôde provar nada, mas agora ele pode provar tudo.

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HÍFEN
Com a aprovação do Novo Acordo Ortográfico, passa a valer as seguintes regras para o uso do hífen, entre outras:

1. Emprega-se o hífen antes de palavras iniciadas por h. Por exemplo: anti-herói, mini-hotel, super-homem, sub-humano etc.

2. Dispensa-se o hífen quando o segundo elemento inicia-se com r ou s, duplicando-se as consoantes. Por exemplo: antirreligioso, antissemita, contrarregra etc.

3. Permanece o uso do hífen quando os prefixos finalizam com r: hiper-requintado, inter-resistente, super-rico etc.

4. Não se emprega mais o hífen quando o prefixo termina em vogal, e o segundo elemento inicia-se com vogal distinta. Por exemplo: extraescolar, autoestrada, autoaprendizagem, antiaéreo, hidroelétrica etc.

5. Emprega-se o hífen quando o prefixo termina em vogal igual à que se inicia o segundo elemento. Por exemplo: contra-almirante, supra-auricular, auto-observação, micro-onda etc.

É isso!

sexta-feira, 17 de junho de 2011

Não confunda EPÍSTOLA com LIVRO

Em termos bíblicos, epístolas (cartas que os apóstolos escreveram aos cristãos primitivos) só existem no Novo Testamento. Assim, quando se diz: Primeira aos Coríntios, subtende-se a palavra CARTA. Por exemplo: Primeira (CARTA) aos Coríntios, Segunda (EPÍSTOLA) a Timóteo etc. Já no Velho Testamento só foram escritos livros. Portanto, não é correto dizer-se, por exemplo: Primeira a Samuel, Primeira aos Reis, Segunda aos Crônicas etc. Neste caso, diz-se corretamente: Primeiro (LIVRO) de Samuel, Segundo (LIVRO) de Reis, Primeiro (LIVRO) de Crônicas etc.

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É isso!

quinta-feira, 16 de junho de 2011

ESTREAR ou ESTREIAR? NOMEAR ou NOMEIAR?

Não existe na Língua Portuguesa nenhum verbo cuja terminação seja eiar. Assim, escreve-se corretamente: estrear, cear, basear, atear, nomear, nortear, bloquear, folhear, lisonjear, semear, hastear, baratear, gorjear, churrasquear (todos terminados em ear). Exemplos da Bíblia: “Então o Senhor disse a Satanás: Donde vens? E respondeu Satanás ao Senhor, e disse: De rodear a terra, e passear por ela” (Jó 2:2).

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É isso!

Conheça a diferença entre DESCOBERTA e DESCOBRIMENTO

Descoberta relaciona-se com invento, invenção ou achado. Exemplos: a descoberta da vacina, a descoberta do bacilo da tuberculose, a descoberta dos elétrons etc.
Descobrimento designa o ato de descobrir. Exemplos: o descobrimento do Brasil, o descobrimento da América, descobrimento de fósseis etc.

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É isso!